
POEMA-CANTIGA
Fluem palavras estranhas dos teus beiços
já nom compreendo o sentido do teu querer
antonte falavas-me no ouvido com doçura
hoje tua lingua da nojo em todo o meu ser.
Nom quero pensar das trovas fermosas
que já nom escuito com grande emoçom
nom sei que me dim essas raras palavras
cantando cantigas dessoutra “nación”
Da mágoa os estragos que fai na memória
um virus maligno que impide expressar
a voz que transmite quem é nosso povo
qual nossso caminho, qual nosso cantar.
Eu quero possuir umha voz forte e ceive
que ninguém se oponha minha lingua falar
nem cantigas cantar berrando aturuxos
que nom me de nojo tua lingua ao beijar.
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